DISSECAR UMA NEVASCA

 

Dissecar uma Nevasca (Dissekering av ett Snofall) é um espetáculo teatral fruto do intercâmbio entre artistas suecos e brasileiros. Em abril de 2014, a diretora Bim de Verdier veio ao Brasil e ensaiou com os atores uma leitura pública e gratuita da peça recém traduzida. A leitura foi apresentada no teatro Núcleo Experimental, em São Paulo. Em junho de 2014, os atores foram para as cidades de Uppsala e Estocolmo, na Suécia, onde ensaiaram o espetáculo e trocaram experiências com a equipe de criação sueca. Nessa ocasião, visitaram os lugares históricos relevantes para a narrativa. Em outubro do mesmo ano, a equipe sueca veio a São Paulo; o espetáculo foi levantado e finalizado no intervalo de um mês. No início de janeiro de 2015, a equipe sueca retorna ao Brasil, trabalhando para a estreia, em 15 de janeiro, no Sesc Belenzinho.Em outubro de 2015, a produção seguiu em turnê para a Escandinávia, onde se apresentou no lendário Odin Teatret, de Eugenio Barba (Holstebro, Dinamarca) e no festival Fringe de Estocolmo. Em novembro de 2015, a peça volta a ficar em cartaz na Oficina Cultural Oswald de Andrade, na cidade de São Paulo, com entradas gratuitas e workshop oferecido pela diretora, Bim de Verdier. Em todas as ações, a peça teve suas apresentações lotadas, com ótimo acolhimento do público e da crítica especializada. A peça foi recomendada por Veja, Folha de SP e Estado de São Paulo, e a atriz protagonista Nicole Cordery foi indicada ao Prêmio APCA de Melhor Atriz de 2015.

 

Dissecar uma Nevasca  traz a dramaturgia contemporânea sueca da autora Sara Stridsberg, até então inédita no Brasil.

NICOLE CORDERY
NICOLE CORDERY
NICOLE CORDERY

O texto de Sara apresenta a Rainha Cristina da Suécia sob o nome de Menina-rei. Ela subiu ao trono com 6 anos de idade, nunca se casou, não teve filhos, abdicou como monarca mudou para Roma e se converteu ao catolicismo. A fascinante história de sua vida já resultou em artigos, teses cientificas, livros, óperas filmes e peças teatrais. Sob perspectivas diferentes ela tem sido descrita, avaliada e interpretada. A Menina-rei de Stridsberg, já adulta continua sendo uma criança abandonada e solitária. Regente de um país, ela ainda não pertence a ele. Precisa decidir sobre a vida e a morte dos outros, mas não pode ordenar amor para si mesma. Seu poder e seu gênero a colocam numa situação de castigo duplo. A posição de regente é incompatível com a vida que ela sonha. A rainha duvida. Quem é ela? Qual é a sua posição no mundo? Existiria espaço para ela? O escalar de dúvida sobre dúvida descontrói a realidade. A peça flui com humor e seriedade, poesia e grotesco. A Menina-rei desafia nossos preconceitos, nossa tendência a perceber o mundo em dicotomias. Essa peça atemporal, onde ficção e fatos históricos se misturam, dialoga com a atual sociedade em que vivemos. Segundo a autora, o que pode parecer extremo existe em todos nós, só precisa de circunstancias especiais para se tornar visível.

FICHA TÉCNICA

Texto: Sara Stridsberg

Tradução: Bim de Verdier e Nestor Correia

Direção: Bim de Verdier

Cenografia: Birgitta Hallerström Wallin

Figurinos: Birgitta Hallerström Wallin e Lena Hellesöy Annell

Técnica: Birgitta Hallerström Wallin e Tobias Hallgren

Iluminação: Igor Sane

Composição, trilha sonora, música eletrônica e outros instrumentos: Leo Correia de Verdier

Violino: Sara Parkman

Video arte: Eva Koch e outros artistas

Videoartista making of Brasil-Suécia: Flavio Barollo

Adereços e Assistente de Cenografia: Eliseu Weide

Assistente de Adereço: Thiago Audrá

Maquiagem e Cabelo: Dhiego Durso

Assistência de Direção: Rita Grillo / Malú Bazán

Preparação Corporal: Fuji Hoffmann / Vitor Vieira

Operação de Áudio, Video e Luz: Igor Sane

Contra-regra: Thiago Audrá

Estagiário: Guilherme Barroso

Fotos do processo e ensaios: Flávio Barollo, Renato Caldas e Lígia Jardim

Produção Executiva: Anna Zêpa

Direção de Produção: André Canto

Patrocínio: Scania, Grupo Ultra e Map Cultura

Parceria: Poiesis, Oficina Oswald de Adnrade e Governo do Estado de São Paulo

Realização: Canto Produções, Cordery e Viana Produções, Sesc e Ministério da Cultura

ELENCO

Andre Guerreiro - PODER

Einat Falbel- MARIA ELEONORA

Gabriel Miziara - LUVE

Daniel Ortega - FILÓSOFO

Nicole Cordery - MENINA-REI

Renato Caldas - REI MORTO

Rita Grillo - BELLE 

NICOLE CORDERY
NICOLE CORDERY
NICOLE CORDERY